Wednesday, December 17, 2008

Ausência

Nem sempre dá tempo de fazer as coisas de que gostamos.
Tive que me ausentar para colocar uma nova etapa da minha vida pra funcionar.
Mas agora tenho certeza de que vou ter muito mais sobre o que escrever.
Afinal, deixar de ser estagiária é uma reviravolta e até o meu novo teclado com acentos e cedilha é uma revolução!
As coisas estão melhorando e por que não dizer que até o conteúdo do blog vai melhorar?
Aguardem...

Tuesday, November 11, 2008

O Ministerio da Sanidade adverte:

TPM

Cuidado!

Se nao controlada pode causar danos irreversiveis nao so a voce, mas tambem a pessoas queridas (ou nao) do seu circulo familiar e/ou social.

Recomenda-se trancar-se no quarto e esperar passar.
Se sair a rua for inevitavel, tenha sempre certeza de nao manter contato visual, nem dizer mais do que o estritamente necessario a ninguem.
Evite utilizar o MSN, E-mail, Orkut, ou qualquer outro meio de conecao eletronica e instantanea.
(Costumam ser as mais perigosas)

Acredite, eu falo por experiencia propria.

Monday, November 10, 2008

Ok, meu ingles continua afiado. Ufa!

Sao Paulo meets NY

You just know when you get to that time in your life and everything is just about to change. You know when it comes. Mine has. Just now!
And NOT because Obama made it... nothing to do with international politics.
The truth is, we are much, much more concerned with our own bellybutton...

I'm moving. I'm going to live some-place-else. By my self. All alone in the desert of Sao Paulo.
And I like it. I can tell you, for sure, that's my chance. That's what I've been living for, for God knows how long. I just didn't know that yet. Now, I do.

Watch me.

Monday, November 3, 2008

Cansei, enjoei de tentar.
Melhor ainda, deixa pra lá.
Já chorei o todo que tinha pra chorar.
Fiquei esperta com você.
E já deu.
Agora posso ir e vir.
Livre como um passarinho.
Livre como você.
Ufa!
É bom sentir isso!

Wednesday, October 29, 2008

"Oi,
Domingo foi um grande mal-entendido da minha parte.
E eu te pediria desculpas, mas a minha desculpa é ser mulher.
Todas nós surtamos de vez em quando, e eu nem acho que sou das piores! hehe
Então, só vou dizer o seguinte: adoro você.

Bjos."
Meu problema não é pensar demais no futuro.
É viver no passado, como se deixa-lo pra trás fosse um pecado.
"Se você ri da realidade de um homem, talvez ele o perdoe, mas jamais o perdoará se você zombar de suas fantasias”
Frederico Fellini, meu novo amor.

Paz

O inferno são os outros.
Não é à toa que Nietzsche é considerado gênio.
O inferno é mesmo os outros!
Porque os outros fazem. O outro faz. Não interessa.
O egoísmo é inerente ao homem e não tem nada que possamos fazer.

Sunday, October 19, 2008

Hoje

O difícil mesmo é ficar no presente. Não se preocupar com o futuro.
Mais: não se perder imaginando o futuro a ponto de esquecer o presente.
Disse uma vez o meu querido amigo Vinícius:

Hoje é sabado.
Amanhã é domingo.
O amanhã não quer ver ninguém bem.
Hoje é que é o dia do presente.
O dia é sabado.

(Hoje é domingo, mas você me entendeu, né?)

Wednesday, October 15, 2008

No banheiro feminino

-Ai, meu deus. Que preguiça.
Estava no banheiro escovando os dentes e tirando aqueles 15 minutinhos sozinha antes de voltar para a sala cheia de homens engravatados.
Blurptpotptoefeknf. O barulho veio do vaso sanitário.
-Eu, hein! Tem alguém aí?
Riu da própria piadinha.
-Aaaah! Que sustooo!!
Uma pomba pousou na janela do banheiro bem no meio da risada!
-Credo! Pior é que tinha mesmo!!
Nossa, essa foi pior ainda...

UIB

Si no sabes hablar espanol, no lo hable.
If you can't speak english, don't speak it.
Se voce nao sabe falar portugues, nao fale.
But, si sabes falar todas las languages acima, talk, talk, talk!

Monday, October 13, 2008

Tombo

Saiu correndo, desesperada!
A entrevista era às 14h, e ja eram 13h40!
Tinha aproveitado a horinha e ido numa lojinha perto comprar uma calça mais ajeitadinha.
Queria estar perfeitamente bem vestida.
Queria esse novo emprego mais que tudo na vida naquele dia.
Corria, corria, corria, corria........................ BLOFPT!!!
Do mesmo jeito que caiu, no meio da rua, em plena luz de 13h40, levantou.
Só conseguiu exclamar um "Ai, meu Deus!"
Quando chegou ao carro, empurrou a embragem com toda vontade.
"Aaaaaaaai!!!"
Checou a calça novinha. Até que não tinha sujado tanto.
Mais tarde, toda a história passada e uma bolsa de gelo no joelho, sua mãe ainda veio lhe dizer:
"As rasteiras que Deus dá na gente de vez em quando"
Riu, pra não chorar.
O tombo podia muito bem ter sido num final de semana, sem entrevista dali a 20 minutos.
Mas enfim.
Aprendeu que, bem diferente do que vinha sentindo por si mesma ultimamente, ainda tinha total capacidade de se levantar. Até do tombo mais feio que já levou na vida.

Saturday, October 11, 2008

Do it

Apreciava. Hoje, faço.
Olhava de longe. Hoje, subo no palco.
Esperava. Hoje, vou.
Queria. Hoje, pego.

Friday, October 10, 2008

Nos últimos 3 meses, fui a vítima de nada menos que 5 multas de trânsito.
Não, eu não sou perigo constante ao volante.
Não sou eu quem digo! Como mulher é tida como má motorista - às vezes com razão, outras não -, eu recebo elogios vez e outra por dirigir decentemente.
As multas são de estacionamento mesmo. Sim, eu sei fazer baliza. Do lado esquerdo também.
Mas o mesmo guardinha é o autor das 5 multas!
Acho que ele passa o dia procurando meu carro nas redondezas. Quando encontra, pronto! Da-lhe multa.
Tudo bem. Eu até pago, fazer o quê?
Mas as multas do guardinha 143 me deixaram uma pessoa pior.
Se vejo alguém estacionar sobre a faixa, peço baixinho pro guardinha aparecer.
Se pego um espertinho parando em local proibido, fico de tocaia esperando 143 chegar para salvar o dia.
Agora torço pra que todos se ferrem como eu.
Esse efeito colateral o guardinha não calculou.
De tanto me fazer injustiça, acabou me fazendo vingativa.
Ai, guardinha. Me deixa em paz?
Fui expulsa da minha mesa.
A filha da chefe foi o motivo.
Um dia, chego tranquila naquele meu único lugar seguro em toda a redação.
Começo a trabalhar quando sou avisada.
Você não senta mais aí.
Então onde eu sento?
Lá dentro, na salinha da contabilidade, com o pior computador do recinto (a manivela quebrou ano passado).
Sentei.
Estagiário não pensa, só abana a cabeça.
E ela está lá.
Na minha mesa, no meu computador, com o fundo de tela que eu escolhi.
Ela está lá, olhando o orkut dela.
Ora, não subestimem o poder de uma vasta rede de relacionamentos!
Eu devia fazer um orkut também.
Quem sabe consigo minha mesa de volta?

Wednesday, October 1, 2008

Noite

Sentiu. Simplesmente sentiu o carro chegando.
Correu para a janela e lá estava.
Por instinto, ajeitou o robe por cima da camisola.
Ora, que bobagem! Ele já me viu sem nada há muito tempo.
Dor de barriga, instantânea. A perna quis ir mas ficou. Bamba. Acabou ficando ali em pé, parada em frente à janela. Fitava a porta numa respiração descompassada que só sentindo pra saber.
E nada. E nada...
Começou a acalmar e a preocupar.
Oh! Passos!
Passos. Passos... Passos.
Maçaneta. Nheeeeeeeeeeeec.

Mart'nalia

Mas se não for a morte
Não é o fim do mundo
Vem o tempo e cura
O que tem de curar


....*tem gente que sabe inspirar... e ainda tem aqueles que não acreditam no poder da palavra.

Sambinha meu

Perto da minha janela, mora um galinho
Que todo dia embala meu soninho com sua cantiga de ninar
Enquanto ele amanhece
Eu finalmente vou me deitar
E o galinho me olha
Que nem sabe o que de mim pensar
Aposto que ele recrimina
Esse meu jeito novo de sambar
A mentira é linda quando torna as coisas perfeitamente como queriamos que elas de fato fossem.

Tuesday, September 23, 2008

Segurou a mão dela, jogou, puxou, rodou-a no ar.
Ela errou o passo. Deu um pulo e colocou as mãos no rosto, parecia que ia chorar.
Melhor fazer brincadeiras pra descontrair.
-Chorar é bom! Faz bem pras espinhas!
Ela sorriu. Respirou beeeem fundo.
-Não. Vamos continuar.
E a aula seguiu.

Sunday, September 21, 2008

Pode me esquecer nessa noite chuvosa e fria.
Pode me deixar aqui, sozinha, de maos vazias.
Eu nao possuo o suficiente. E voce nao quer mais que uma ou outra noite.
Eu tenho muito pra te dar, mas nao posso ser tao generosa.
Ja te disse, essa fase ja passou.
Te pareco mais mulher? Menos mocinha?
Sabe muito bem que e tudo obra sua.
E agora nao tem mais nada pra mim.
Te usar? Poderia. Mas a que preco?
Cansei de tanto rodar em circulos, a sua volta.
Porque sempre que penso ter certeza de que ja nao me importo, me engano. Redondamente.
E voce, segue na sua, sempre na sua.
Nas suas tambem. Nao, disso nao me iludo.
Ora, vou ter que aprender a ser tudo, ser forte, e ser so.
Ja te disse, nem sei se me arrependo, mas eu disse.
So quero mesmo e acreditar na doce mentira de sou a unica.

Thursday, September 18, 2008

Você precisa tomar um rumo.
Pode ser qualquer, mas tem que ser o seu.
Não adianta inventar muita moda.
Fingir que quer ir por ali, quando o seu negócio é por aqui.
Parar pra pensar demais, também não funciona.
Tem que sentir o problema e parar um minutinho.
Piscar algumas vezes, molhar a retina, daí você vê melhor.

A cabeça roda, o coração palpita;
Não dá pra se preocupar com todas as outras mulheres do mundo.
Não dá pra decidir tudo sem prensar em nada.
Não dá também pra sair correndo.

Correr atrás, você sabe, já corre.
Eles é que não sabem disso.
Vai deixar tudo pra trás por causa deles?
Vai chegar lá no final, sem nada nas mãos?

Difícil mesmo é entender. Entender essa sua cabeça.
E decifrar esse queimação na altura da garganta, entre o pescoço e o colo.
Afinal, não é difícil pegar a estrada errada. Mas isso lá existe?

Não aguenta que reclamem na sua cabeça.
E reclamem do que todo mundo faz, sem reclamar.
Queria que eles crescessem. E você também, né?

Pelo menos deixou de chorar.
Por bobagem, claro. Não tem tanto motivo sério pra ficar chorando por aí.
Agora quer é atazanar quem já te atazanou.
Muito merecido pra todos eles.

O que você não pode mesmo, é deixar de séria.
Não, mesmo! Quem importa se eles reclamam do seu bico?
Seu charme é esse, ora!





Monday, September 15, 2008

-Ih, cansei.
-Como assim? Mal começou...
-Cansei, poxa. E daqui a pouco canso de ficar cansada. Então, vambora!
-Aiaiai, quando empaca é uma tristeza, né? Vamo então.
- ...
-...
-Fica bravo, não.
-...
-Fica não.
-Ah, tá. Mas agora vamos então!!
-Quer ficar? Eu fico então.
-Ai, meu deus!
-Tá, eu fico.
-Agora quem vai sou eu. Saco!

Sunday, September 14, 2008

Obrigada, F.M.

How blind are we?
Você pode ver. E ainda assim, tropeça.
Pode enxergar, e ainda assim. Esquece.
Pode distinguir, mas erra.
Pode olhar. Mas se perde.
O que é ser cego?
O que é não ser?
Are you blind?
Eu nasci no carnaval.
Minha mae, coitada, teve que cortar as ruas cheias de folioes para chegar ate a maternidade.
E eu nasci entre confetes e serpentinas.
Nessa loucura cheia de delicia e encanto que segue comigo sempre.
A alegria nao precisa ter fim.
E os versos das marchinhas... infinitas marchinhas, me ninaram.
Ninam, ecoam, lindas. E eu vivo nessa eterna festa em mim, que nao tem hora, nem lugar.
Nem porque.
Porque so no carnaval pode. E eu, posso sempre.

Friday, September 12, 2008

Gemeu.
-Nunca viu isso antes, é?
-Não.
Suspirou. Pensou melhor.
-E o que você acha?
-Ah, sei lá.
Fechou os olhos.
-Olha.
-Não.
Abriu.
-Chega aqui um instante.
-Chego.
Chegou.
-Já chega, né?
-Imagina, já?
-Já.
Levantou. Caminhou até a porta. Abriu com cuidado.
-Espera, né.
Esperou. Calçou os sapatos. Passou a mão na franja, ajeitou.
-Então, vamos?
-Agora mesmo.
Buscou o interruptor. Fechou a porta atrás de si.
-Acho que não vou pra casa.
-Quer um sorvete?
-Pode ser.
Caminharam.
-De quê?
-Chocolate. E creme. Com calda.
-De quê?
-Caramelo.
-Ok.
-Aceita um chá?
-Não, já vou.
-É rápido.
-Tudo bem.
-Camomila, cidreira?
-Cidreira.
-Senta.
-Tá.
-Pensou?
-Hum...
-Tudo bem.
-Mesmo?
-É, tudo bem.
-Já vou.
-Termina.
-Tá.
-Quer pensar mais?
-Não.
-Pensa.
-Quer que eu pense em pensar?
-É.
-Tá.
-Tá.
-Já vou.
-Tá. Mas volta?
-Hum...
-Volta.
-Tá.

Ela

Andava meio doente há semanas. Não doeeeeente, mas incomodada. Mesmo assim, não parou. Seguiu indo pro trabalho, vestindo aquele uniforme desbotado da venda. Aviamentos pode ser carreira?
A mãe já começava a mudar de idéias. Antes queria vê-la independente, solteira e feliz. Mas chegou a comentar com a empregada: "Quem dera ela namorasse aquele tal de Fábio... menino bom".
Riu quando ficou sabendo. E se preocupou. Se a mãe perdia as esperanças, talvez fosse hora de se preocupar mesmo.
Descobria o samba e a bossa. Queria passar o dia ao lado daqueles novos amigos. Era sempre uma surpresa. Sempre um dizer novo, uma frase genial. Queria ser assim, Genial.
Dançava sozinha no quarto, abraçando um homem imaginário. Lindo, não muito mais alto, cabelos castanhos, olhos claros. Talvez fosse o Dick Farney.
Lia, mas não de forma voraz como a irmã. Lia com calma, deleitando-se devagar. Demorava num livro só. Era amor, não era paixão.
Também costumava se irritar, tinha um gênio difícil, como muitos diriam. "Não bata as portas", reclamava a mãe vigilante.
Quando ficava nervosa demais, chorava. Chorava um pouco mais. "Lava a alma". "Chorar pra quê? Você tem tudo que pode querer".
Mas chorava escondido. Só o pobre vira-lata como testemunha. E ele lhe lambia as mãos, os pés, numa tentativa desesperada de faze-la parar.
Acordava sempre com o barulho da rua. Isso sim, a irritava. Às vezes, abria a janela e gritava: "Chega!".
E lá ia ela, se vestir. Os cabelos, rebeldes. Não adiantava tentar pentear. Tinha que seguir suas vontades. A roupa, em geral discreta. Não gostava de apertos, decotes, laços, laçarotes. Chamar a atenção não lhe seduzia.
Mas era bela, mesmo assim. Poucos notavam, na verdade. Mas depois que notavam, e olhavam mais algumas vezes, se convenciam. Ela, não. Tinha medo de esperanças. Preferia evita-las.
Namorado mesmo, só um. Ela mesma desistiu. Não queria passar a vida na sombra de alguém. Muito menos dele. A mãe nada disse. Dizia agora, na constante busca por um substituto.
"Achei mesmo que ia pra frente". "Não, mãe...".
Era isso que a fazia fugir deles. Todos eram-lhe iguais. À procura de uma seguidora, uma sombra. Egoístas e bestas, era como os classificava.
Ainda corria atrás dos estudos. Era boa no que fazia. Mas as oportunidades demoravam a bater à porta. Era ansiosa, vivia se queixando de tanto esperar. "Pelo quê, meu Deus?".
Enfim, colocava sua saia azul, sua blusa branca. Sapatos, às vezes vermelhos. E ia. Ia.

Bom dia

Um dia basta para morrer,
para viver,
para ficar,
para ir,
para escolher,
para fugir,
para esquecer,
para cair,
para levantar,
para satisfazer.
Um dia basta para odiar,
para amar,
para alimentar,
para esgotar,
para pedir,
para negar,
para contar.
Um dia, e basta.
Um dia, basta.